O Limbo e o Tédio

Janeiro sempre foi o mês mais difícil na minha vida, é como se ele carregasse sozinho todas as segundas do ano, um mês ímpar, um mês que me dá uma pernada, mesmo sendo otimista no final do ano, na virada do ano, fazendo todas as mandingas para que tudo dê certo e comece bem, é só as primeiras 24 horas do dia 1ª acabarem que, logo em seguida, eu ganho vários baldes de água fria dia após dia.

Parece perseguição, porque desde que comecei a trabalhar (ainda com 16 anos) todas as minhas demissões foram nesse mês, depois entrei na fotografia e as coisas melhoraram, principalmente quando eu aprendi a guardar dinheiro.

Tem gente que pensa “que delícia ficar em casa, sem se preocupar com nada, tirar o atraso das séries no netflix”, mas pra mim isso já é um saco, quando você ainda está na escola ou só na faculdade/trabalho isso parece até um sonho, eu mesma já fui assim não nego, mas com o tempo percebi o quando é um saco não ter pra onde ir todas as manhã ou tardes. Ah claro que hoje é melhor que 7, 8 anos atrás, quando era mais nova e ainda não tinha internet, computador, netflix e não podia ficar na rua com as amiguinhas ou ler mil livros numa tarde, ficar em casa era um sinal de muito tédio desde criança.

Apesar de estar numa fase “tranquila” trabalhando com fotografia, não nego que ainda é meio desesperador ser desempregada na minha área de formação, é tedioso não poder fazer aquilo que você tanto insistiu e investiu! É o momento que você começa a entrar no limbo, que as coisas começam a ficar meio perdidas e você tenta se especializar em várias coisas e no fundo acaba se sentindo um pouco inútil por não poder colocar T-U-D-O que você aprendeu em prática.

E hoje para não ficar parada e pensando em besteiras, peguei minha câmera que já é minha parceirinha e fui fotografar o meu “limbo”, as minhas aleatoriedades, enquanto o Juan edita algumas fotos, a Elisa caça moscas e eu continuo enviando currículo para o Brasil e o mundo inteiro. Falando na Elisa a cada dia eu fico com uma vontade louca de dar um irmãozinho pra ela, assim ela pode brincar com outro cãozinho, um pit bull não sai da minha cabeça, aqueles rostinhos e aqueles sorrisos, awwn, já penso nas fotos fofas junto com a Eli, queria encontrar  um bem brincalhão e desinibido, para ajudar no comportamento da Eli, ela é muito sozinha com relação a ‘amizades’, os outros cachorros sempre ignoram a presença dela e nunca querem brincar, logo, ela se isola, fica chorando e recusa quando a gente tenta brincar com ela da até dó, mas certeza que isso vai mudar. ❤

* Eu entendo que algumas pessoas tem medo de pit bull, mas por favor, não os culpe por causa de uma má criação ou falta de adestramento, mude seu medo por amor nesse post!

Espero voltar logo aqui para contar alguma novidade, enquanto isso… Me desejem muita sorte!

Um beijo meu!

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